sábado, 31 de julho de 2010

Becky (Amiga de Barbie) em Cadeira de Rodas



Num artigo publicado na revista One in Ten, da Rehabilitation International, no ano de 1998, Tomas Lagerwall, então do Swedish Handicap Institute (hoje é Secretário Geral da Rehabilitation International) escreveu: "Muitas garotas e alguns meninos brincam com uma boneca chamada Barbie. Becky, a amiga de Barbie, usa uma cadeira de rodas.
A boneca tem ajudado crianças a se acostumar com o fato de que algumas pessoas têm deficiência e que os recursos que usam fazem parte de suas vidas. Há também bonecos e bonecas com deficiências, sendo produzidos em países mais pobres. Esses brinquedos, que estimulam a aceitação, podem ter uma forte influência sobre as atitudes das crianças para com as deficiências" (Thomas Lagerwall).

Gente Muito Famosa em Cadeira de Rodas



Cremos que uma das figura mais famosas e importantes, que viveu no Século XX e que foi vítima da poliomielite, quando já era Presidente dos Estados Unidos, foi Franklin Delano Roosevelt.

Embora fosse notório que seus assessores (e ele mesmo) evitassem que fosse visto ou movimentado em público e fotografado utilizando uma cadeira de rodas, não a dispensava em momentos especiais. Nesta foto, ele dava seu apoio à campanha nacional contra a poliomielite e levava ao colo seu cão para reduzir o impacto de sua evidente deficiência física.

Acessibilidade




Quem me dera que todas as calçadas do Mundo fossem acessíveis. Que todos os prédios ‘públicos’ ou 'privados' tivessem acesso aos Portadores de Necessidades Especiais.
Não por que somos ‘diferentes’, mas porque todo e qualquer cidadão tem o direito de ‘ir e vir’. Que nós, muitas vezes considerados incapazes, também somos consumidores ativos.
O que se pode fazer em relação à isso?
Unir forças com pessoas de interesse comum, mobiliza a sociedade, fazer valer o nosso direito. Porque juntos, podemos MAIS.

Yes, we can!

(Larissa Z.)

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Uma Noite com o Dr. Hans Keirstead

(Dr. Hans Keirstead - Proeminente pesquisador de células-tronco para falar em Santa Barbara)
Sexta - feira, 4 de junho de 2010
por rowland teisha

Descobertas para mudar o jogo sempre foi recebido com resistência. Isto foi claramente demonstrado por realizações alcançados por proeminentes células estaminais pesquisador Dr. Hans Keirstead. Keirstead é um professor adjunto de Anatomia e Neurobiologia e co-diretor da Sue e Bill Gross Stem Cell Center no Reeve-Irvine Research Center da University of California, Irvine. Keirstead e seu laboratório desenvolveu um método utilizando células estaminais embrionárias humanas(hESCs) para tratar lesões da medula espinhal e, em 2009, este tratamento tornou-se o primeiro ensaio clínico, aprovados pela FDA usando hESCs.

Em 14 de junho de 2010, Keirstead estará dando uma apresentação no Doubletree Fess Parker's Inn, em Santa Bárbara em "Stem Cell Research e sua aplicação para Tratamento de Lesão Medular e na doença."

Durante seus estudos de doutoramento na University of British Columbia em Vancouver, Canadá-nascido Keirstead desenvolveu métodos inovadores para regenerar danos na medula espinhal. Para entender como funcionam esses métodos, é importante ter uma compreensão de como a medula espinhal funciona normalmente. Dois grupos principais de células na medula espinhal são neurônios, que transmitem informações e oligodendrócitos, que atuam para proteger os neurônios e garantir que a informação viaja corretamente. (O último é um tipo de célula glial, assim chamada por ser a "cola" do sistema nervoso). A principal forma oligodendrócitos desempenhar as suas funções de apoio é através do isolamento de neurônios em um material chamado de mielina formando uma bainha de mielina em torno do axônio do neurônio, uma saliência longo do neurônio que conduz os impulsos elétricos.Isso funciona similarmente a como um fio elétrico deve ser isolado para funcionar corretamente.

No entanto, quando a medula espinhal é lesada, oligodendrócitos morrem en masse e, conseqüentemente, os neurônios perdem sua bainha de mielina protetora. Mesmo oligodendrócitos muitos distantes do local de impacto pode morrer, aumentando a área da medula espinhal que tem neurônios sem bainha de mielina. A ausência das bainhas de mielina tão grandemente interrompe o fluxo de informações entre os neurônios na medula espinhal que a paralisia pode resultar até mesmo quando os próprios neurônios são poupados.

Consequentemente, a abordagem principal Keirstead e outros têm sido tomadas para regenerar danos na medula espinhal é restabelecer a bainha de mielina, ou "remyelinate," os neurônios.Isso tem sido realizado principalmente através da introdução de oligodendrócitos novo para a área da medula espinhal danificada.

Keirstead continuou a desenvolver métodos de tratamento de lesões da medula espinhal usando oligodendrócitos, mas começou a incorporação de células estaminais embrionárias humanas (hESCs) em suas abordagens, quando ele se juntou ao Reeve-Irvine Research Center na Universidade da Califórnia em Irvine. Quatro anos depois de ingressar no Centro de Reeve, em 2005, Keirstead relatou que seu grupo não só poderia criar células progenitoras de oligodendrócitos hESCs, mas também pode usar estes progenitores para efetivamente tratar ratos com lesão aguda da medula espinhal.(Isso foi publicado no The Journal of Neuroscience ).Especificamente, quando os ratos foram injetados com células progenitoras oligodendrócitos (denominado OPCs) feita a partir de hESCs, os ratos foram capazes de remyelinate neurônios e melhorar as funções motoras.

Células-tronco humanas embrionárias têm um potencial imenso para o campo da medicina regenerativa porque eles são aparentemente ilimitadas em número e são pluripotentes (ou seja, eles podem se tornar qualquer tipo de célula), mas eles também têm sido cercado por debate ético devido às suas origens biológicas. E, além de células-tronco a partir de tecidos fetal (fetal especificamente células-tronco mesenquimais, que são de uma fase muito mais tarde no desenvolvimento do hESCs são) ou células-tronco neurais (que são obviamente muito limitados na oferta), hESCs são o único tipo de células estaminais célula que tenha sido encontrado para ser capaz de se tornar oligodendrócitos (ou progenitores oligodendrócitos). Por conseguinte, hESCs são atualmente a melhor fonte dessas células para terapias da medula espinhal. E eles parecem ser bastante eficazes.

Em 23 de janeiro de 2009, após a apresentação de dados muito promissores a partir de 24 estudos realizados em animais de um pedido de página 21000 (espero que não precisa ser impresso!), Keirstead e colaboradores da empresa biofarmacêutica Geronrecebeu aprovação do FDA para o primeiro nunca testes em seres humanos usando hESCs.

A fase I de ensaios clínicos para tratar pacientes com subaguda torácica lesões da medula espinhal, injetando o OPCs hESC derivados (identificado como "GRNOPC1") no local da lesão na medula espinhal do paciente, já que este método se mostrou significativamente melhorado remyelination neurônio e locomoção em animais por mais de nove meses após uma única injeção com OPCs. Sete centros médicos os E.U. foram selecionadas para o ensaio clínico, os pacientes elegíveis teriam que ter tido uma lesão medular entre o T3 e T10 segmentos da coluna torácica (perto do meio da medula espinhal) e ser capaz de ser tratado com OPCs apenas 7 a 14 dias após a lesão. A janela de tempo de elegibilidade para o tratamento é claramente um aspecto que exige melhoria, mas reflete o que foi observado em modelos animais: uma ação rápida é necessária após a lesão para que esses métodos sejam eficazes. Esperamos que futuras abordagens podem ser desenvolvidas, ou aquelas correntes melhorou em cima, para aumentar a janela de tempo de tratamento.

No entanto, em agosto de 2009, antes que os pacientes tinham sido tratados, o julgamento foi suspenso pelo FDA. dados de animais submetidos Geron mostrou que as pequenas, não-proliferativa (não crescer) cistos foram encontrados no local da lesão, embora a presença destes cistos não se correlacionam com os animais que tenham efeitos colaterais negativos. No final de outubro de 2009 Geron anunciou que iria reiniciar a fase I de ensaios clínicos em pacientes com lesão medular torácica, e pode expandi-los para incluir pacientes com colo do útero (a parte superior da medula espinhal), lesões no futuro. Os testes são esperados para reiniciar, até Julho de 2010, enquanto os estudos atuais são mais que caracterizam a OPCs em estudos com animais. Geron está também a explorar a aplicabilidade da OPCs no tratamento de outras doenças neurológicas, tais como a doença de Alzheimer, AVC e esclerose múltipla.

A Universidade da Califórnia em Santa Barbara está se tornando um centro para pesquisa de células-tronco que está em transição para a clínica. grupos interdisciplinares no campus colaborar e utilizar células estaminais embrionárias humanas para aplicações na medicina regenerativa no centro do UCSB para Stem Cell Biology e Engenharia . Além disso, o Dr. James Thomson, o pesquisador que, originalmente isoladas hESCs em 1998, mantém um compromisso conjunto do corpo docente da Universidade de Wisconsin e UCSB. Claramente, UCSB está na vanguarda de uma onda de germinação de células estaminais, e fale Dr. Keirstead deverá encontrar um público receptivo e motivado.

Como o conhecimento ea consciência do uso dessas células-tronco muito promissora continua a crescer, a resistência que inicialmente encontrou-se com já foi diminuindo. Os esforços de colaboração com empresas biofarmacêutica pode vir a ser a chave para demonstrar o verdadeiro potencial destas células no tratamento de doenças humanas e ferimentos, tais como o trabalho realizado pela Keirstead e seus colaboradores da Geron mostrou. Para saber mais sobre esses esforços de Hans Keirstead diretamente, 14 de junho atender a sua apresentação aqui em Santa Barbara .

Para mais informações sobre o Dr. Hans Keirstead e sua pesquisa, consulte a California Stem Cell perfil de Keirstead, UC Irvine'sperfil de Keirstead, Keirstead do artigo de 2005 sobre o uso de derivados de oligodendrócitos hESC progenitores para tratar lesões da medula espinhal, a imprensa Geron sobre a aprovação da FDA para clinicamente uso dessas células , o FDA colocação do ensaio clínico em espera em agosto de 2009, ou o FDA / Geron anúncio para relançar o ensaio clínico em 2010 .

Biologia Bytes autor Teisha Rowland é um escritor de ciência, blogueiro do All Things Stem Cell , e aluno de pós-graduação em molecular, celular e biologia do desenvolvimento na UCSB, onde estuda células-tronco. Envie quaisquer ideias para colunas futuras para ela em science@independent.com .

Empréstimo: Camas hospitalares e cadeiras de rodas.

Um ser humano muito especial, chamado Aroldo Mendonça, integrante do Rotary Clube, formou um banco de leitos hospitalares e cadeiras de rodas e os empresta, sem cobrar nada, só pedindo em troca a sua devolução, quando não é mais necessária. Ele é um anjo da guarda para muita gente.

Atualmente, o banco, conta com mais de 600 leitos espalhados por todo o Brasil, já que o Sr. Aroldo conserta e aceita doações das camas hospitalares e cadeiras de roda, mesmo quebradas, ele retira no local e leva para a sua oficina que é especializada nesse tipo de conserto; As doações são as propulsoras dos empréstimos e ajudam a mais e mais pessoas, todos os dias e em todos os pontos do país, sem pedir nada em troca..

O frete dos empréstimos fica por conta da pessoa interessada que faz uma espécie de contrato com o Sr. Aroldo por seis meses, sendo renovável por mais tempo, mediante a necessidade do prolongamento do uso do equipamento.

Caso precise, ligue para o Sr. Aroldo Mendonça: (21) 2266-2501 ; (21) 2266-2501 ou (21) 9636-8000 ; (21) 9636-8000

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Diferenças?!




Quais são as diferenças entre um 'andante' e um 'cadeirante'?
Muitos vão fazer rapidinho uma enorme lista com essas tais 'diferenças'. É uma pena que, em um mundo tão globalizado, existam pessoas que tenham a capacidade de fazer essa 'listinha'.
A única e mera diferença que pode existir, é a de que 'nós' cadeirantes, precisamos de uma cadeira de rodas para nos locomover. E isso jamais vai nos impedir de ir a um estádio de futebol assistir o jogo do nosso time de coração, ir pra balada com a galera, ao supermercado, ao shopping, ao cinema, à um barzinho... e até mesmo a praia. Nem mesmo uma escada vai nos impedir. Mesmo sabendo que qualquer prédio público ou privado DEVE SER ACESSÍVEL A TODOS, sem excessão.
A nossa limitação está apenas em nossa cabeça, já se passou a época em que os "deficientes" viviam entre quatro paredes e ainda muitas vezes no escuro.
Eu sou mais uma que estou na luta para conquistar o nosso direito de ir e vir. O direito da ACESSIBILIDADE. Não porque sou cadeirante, mas por todos que tenham alguma limitação e precisam ter acesso a diversos locais, tanto públicos ou privados. Pode ser no supermercado, na farmácia, na escola, no INSS, no Posto de Saúde... Enfim, são tantos os locais em que pessoas idosas com dificuldade de se locomover que usem muletas, andador ou cadeira de rodas. E não somente os idosos, mas todo e qualque ser humano que tenha algum limitação temporária ou permanente.
Sim, claro. Nós cadeirantes saímos de casa para ir ao supermercado, também namoramos, vamos pra balada, ao shopping... Somos consumidores como qualquer outra pessoa. Incrível não é?!

Pare e pense, juntos podemos fazer mais!

(Larissa Z.)

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Tudo o que você sempre quis saber sobre tratamentos com células-tronco

É fácil de encontrar algum conhecido que tenha esperança no potencial extraordinário dos tratamentos terapêuticos com células-tronco. O assunto é controverso mesmo no meio médico. Cientistas também não escapam da confusão, afinal são diversos tipos de células-tronco com diferentes aplicações. Simplesmente não dá pra saber tudo o que está acontecendo. Nessa situação, a sociedade sai perdendo, pois não tem acesso a informações atualizadas, não sabe quais os tratamentos disponíveis. Pior, fica sem saber se pode ou não confiar em tal clínica, quanto custa o tratamento ou se é realmente seguro e eficaz.

Células-tronco estão na mídia o tempo todo, mas a informação que chega até o paciente é pulverizada. Foi com a intenção de centralizar essas informações e facilitar a transmissão dos dados sobre tratamentos disponíveis a pacientes e profissionais de saúde que a Sociedade Internacional de Pesquisa com Células-Tronco (ISSCR, na sigla em inglês) lançou recentemente um portal de acesso para a comunicação dos avanços em células-tronco na área clínica (http://www.closerlookatstemcells.org//AM/Template.cfm?Section=Home).

O ISSCR é uma sociedade internacional sem fins lucrativos cujo objetivo é a divulgação dos avanços na área de células-tronco. Participo da sociedade desde sua criação, em 2002, e sempre admirei a forma como é liderada, com uma mistura balanceada de cientistas, pacientes e clínicos. O lançamento desse portal ressalta a preocupação da ISSCR com a transmissão da informação ao público, de forma transparente e sem preconceito.

O portal é bem organizado, de fácil navegação e com linguagem leiga, acessível. A grande desvantagem para o público brasileiro é que a página não tem tradução para o português. Por outro lado, as vantagens são muitas. Além de listar diversas informações úteis e vídeos de cientistas discutindo terapias, oferecidos através de um sistema de busca simples, o portal é interativo e permite a avaliação independente de clínicas em qualquer lugar do globo que ofereçam tratamentos com células-tronco.

O paciente que considera um tratamento é auxiliado na avaliação do método e da clínica que o oferece. Uma série de questões são sugeridas para o paciente perguntar ao médico sobre o procedimento. Talvez mais importante seja a ferramenta que permite recomendar uma clínica para uma revisão científica e médica rigorosa feita pela ISSCR. O órgão vai avaliar a base cientifica, o procedimento clínico, as condições, os profissionais e a eficácia do tratamento, confirmando ou não se existe fraude envolvida.

O protocolo de avaliação levará alguns meses e será padrão. O comitê é formado por membros internacionais, evitando qualquer tipo de preconceito contra o tratamento oferecido. A ISSCR preferiu seguir esse procedimento ao invés de apenas listar as clínicas que considera de baixa qualidade, o que poderia ser algo certamente tendencioso. O racional da avaliação e o protocolo a ser utilizado foi publicado recentemente por um grupo multidisciplinar (Taylor e colegas, Cell Stem Cell 2010). A ideia é evitar que as clínicas se aproveitem do desespero do paciente, cobrando por um tratamento não provado ou ainda experimental. Todos os resultados serão publicados online. Acredito que, com o tempo, as próprias clínicas (pelo menos as mais sérias) vão fazer questão de ser validadas pela ISSCR, ganhando um selo de confiança e atraindo mais clientes.

Achei a idéia da avaliação internacional fantástica, pois permite que clínicas fora dos EUA ou Europa, que não sofrem com a lentidão dos padrões altamente rigorosos dos órgãos de saúde (o FDA americano e EMA europeu), de conseguir atrair atenção mundial com tratamentos efetivos, mas que sofriam preconceitos. Isso deve fortalecer a imagem da pesquisa clínica desses países, levando a publicações em revistas de alto impacto, por exemplo. A meu ver, ótima oportunidade para o Brasil.

Outra parte sensacional desse portal é dedicada ao processo de geração do conhecimento científico que leva a um protocolo clínico. Nessa seção, intitulada de “How science becomes medicine”, está descrito em detalhes e com linguagem clara quais são os passos que a ciência tem que seguir para descobrir e confirmar a eficácia de um tratamento.

As células-tronco exercem hoje um papel único na história da medicina. Pacientes desesperados pela cura, depositam todas as esperanças em tratamentos derivados das pesquisas com células-tronco. A dura realidade é que, salvo algumas doenças sanguíneas, as células-tronco não “curaram” nada até agora. O sonho da cura não pode ameaçar a qualidade da ciência. As direções a seguir no futuro só devem ser decididas pelos resultados gerados nos laboratórios e não por sonhos. A ciência é a única atividade humana que poderá transformar esperanças em realidade.