Mostrando postagens com marcador Histórias. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Histórias. Mostrar todas as postagens

domingo, 26 de setembro de 2010

Robson, mais um guerreiro!


As dificuldades que aparecem no meu caminho só me fazem aumentar a vontade de não desistir, mas sim de vencer... então vou contar um pouco da minha vida:
sempre fui um garoto arteiro, não tinha medo de nada. Cresci sempre me divertindo e brincava de tudo, sempre alegre e não tinha tempo ruim pra mim; adorava sempre andar de bicicleta, assim conhecia a tudo Fascinado por carros, aprendi a dirigir sozinho com 11 anos e logo comecei a trabalhar porque não gostava de esperar as coisas cairem do céu, corria atrás e conseguia. Para mim nunca estava bom, reclamava muito. Terminei meus estudos e fui morrar em maringa pra estudar e trabalhar, mas nunca imaginava que meu destino iria me pregar uma peça e mudar minha vida da água pro vinho em questão de segundos.Tudo ia bem na minha vida realizando meus objetivos até que certo dia quando estava em uma festa começou a chover, fui sair da chuva e escorreguei do nada numa piscina batendo a nuca e depois nao me lembro de quase nada. Me atenderam errado não me imobilizaram e pra piorar o médico aplicou glicose e mandou embora com a vertebra fraturada, ai consequentemente fiquei tetraplegico parcial porque lesionei a medula, perdi todos os meus movimentos, só mexia os olhos, não sentava, parecia um vegetal.
Fiquei internado 28 dias na uti e  vi a morte de perto: peguei pneumonia, infecção hospitalar, escaras... Ficava mais no hospital do que em casa, não morri porque no havia chegado a minha hora.
Mas apesar de tudo, tinha uma força enorme pra querer vencer sair daquele estado e me superar. Hoje vejo a vida de outra forma, dou valor pra tudo, adoro fazer amigos e vivo uma vida normal apesar de escutar várias pessoas ignorantes dizerem coisas sobre um cadeirante...
Mas a vida é assim, não sei se vou andar denovo , mas jamais vou desistir de tentar. A vida cotinua e apesar de tudo temos que vivê-la intensamente sem pensar no amanhã, porque é só Deus que sabe o que vai acontecer com nós... (robsosi@hotmail.com)

Esse é um resumo da história de Robson Souza Silva, mais um guerreiro de elite que luta a cada dia por uma vida melhor e sempre com muita garra e um lindo sorriso no rosto!

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Depoimento Márcio Vaz

Aproveitando que estamos na moda, e que ser tetraplégico agora, é ser “pop star,” venho aqui postar, minha reflexão sobre a vida de um lesado medular. Nem tudo é fácil, nem tudo é difícil, mas quando se quer e se faz por merecer, tudo pode acontecer. Pior do que as barreiras físicas, são as barreiras psicológicas e não está no corpo, mas sim na cabeça as chaves de todas as possibilidades. Oportunidades não foram feitas para serem encontradas e sim criadas, quando assim necessário for. Reaprendi com a vida, que quem espera, nuca alcança, mas quem busca e persevera sempre prospera. Limitações todos nós temos, independente das condições físicas em que nos encontramos, a única coisa que nos impossibilita nas nossas conquistas, é a maneira como enxergamos nossa vida, com o olhar de problema ou o de solução. Me chamo Márcio Vaz, tenho 34 anos e sou tetraplégico há 12 anos. Teclo com a boca, pois possuo total ausência de movimentos dos braços. Por muito tempo vivi no mundo das impossibilidades e das limitações, pois para tudo eu tinha uma dificuldade. Foi quando um certo dia, eu acordei para vida, e para os problemas passei a gerar soluções. Daí tudo mudou, percebi e descobri que não sou o que aparento, mas sim o que represento. E que minhas vitórias vão até onde eu deixá-las ir, pois sou eu que as alimento e sou o principal responsável por elas. Se hoje sei que tudo posso, é porque muito acreditei e fiz por mim. O mérito de toda ação, só vem mediante o esforço. Mas o que os trago hoje aqui, não são minhas evoluções físicas, mas sim, meu crescimento moral, ascensão social e progresso profissional. Atualmente sou monitor em grupo de estudo e assistência espiritual, sou estudante de Psicologia da UNIFOR, funcionário da CRS Empresarial, com cálculos previdenciários, contador da empresa Lado Oposto & Representações e Vice Presidente do Instituto IDEIAS do BRASIL – Instituto de Desenvolvimento da Educação, Inclusão e Ação Social do Brasil. Ainda estou longe de alcançar tudo o que almejo, pois quero tudo do meu tamanho e o meu tamanho é aquele que eu procurar e lutar por conceber. Nunca penso em parar de crescer, porque na vida, me foram impostas duas escolhas, a de ser visto como coitado, ou a de ser visto como exemplo. E eu abracei a causa do exemplo. Não que eu seja um herói, longe disso, sou apenas um sobrevivente que luta por seus ideais e interesses. E que encontrou sua felicidade, na satisfação pelo que tem e não pelo que possa vir a ter. Da vida, mais agradeço do que peço, pois sei que tenho mais do que preciso. E minha maior gratidão é pelo simples fato de existir. Há quem diga, que a vida não é fácil, mas é na dificuldade que mais tenho aprendido. Que todos aqueles que cheguem a ler esse depoimento, encontrem em suas vidas, todas as dificuldades que os fizerem crescer e se melhorarem como pessoas, pois a vida não é mole, mas também não é dura, com aqueles que a saibam fazer amolecer. Difícil é não tentar e esperar que a felicidade bata à sua porta. Sigam apenas a lógica da vida, que nos manda favorecer e remediar o desfavorável, e não desfavorecê-lo e agravá-lo ainda mais. marcio@ideiasdobrasil.org

domingo, 27 de junho de 2010

Tente não se emocionar...

Vídeo emocionante que mostra o esforço de um pai para realizar o desejo de seu filho. "A maior vitória não é chegar em primeiro lugar e sim completar a prova!"


sábado, 19 de junho de 2010

Uma breve história...


Um lindo domingo de verão, o dia estava perfeito. Sol, basquete de rua na praça, amigos, passeio de moto. Dia em que se completava exatamente doze anos da morte dos Mamonas Assassinas 02/03/2008 (lógico que soube desse detalhe um ano após o acontecido). Por volta das 18 horas e 30 minutos, descia a avenida calmamente com uma colega na garupa da moto, conversávamos enquanto uma leve brisa batia em nossos rostos, paramos no cruzamento e...
(sirene de ambulância, pessoas querendo saber do acontecido, policiais, o irmão...)
- Vanderlei, o que aconteceu?
- Calma Larissa, você caiu de moto e machucou sua perna. Já estamos levando você pro Hospital.
Ficaram algumas horas no pronto socorro do hospital da cidade, enquanto aguardavam liberação de leito em alguma UTI da região. Muitas dores e, quatro anjos tiveram a missão de mantê-la acordada.
Algumas horas depois na ambulância rumo a Francisco Beltrão:
- Tia, to com sede... - E apenas recebia um algodão umedecido para molhar os lábios.
- Pai, dói “às costas”.
- Larissa, acorda... a gente já está chegando. Ouvia a voz muito distante da enfermeira Mariana pedindo para que ficasse acordada.
- Pai, to com sede, muita sede!
- Calma filha, já estamos chegando no hospital.
Assim que chegaram ao hospital, desentendimento com o diretor, pois ele não queria atendê-los, porém mantiveram a jovem na maca em uma sala de espera até o dia seguinte quando por um milagre divino surgiu uma vaga de UTI em Pato Branco. Antes de sair para Pato Branco, um grande amigo foi vê-la, a jovem sentiu-se muito feliz e confortada, pois era (ainda é) um amigo muito querido.
Mais alguns quilômetros de estrada, até a chegar ao próximo hospital. Lembra-se apenas de seu pai junto a sua cama, com os olhos cheios de lágrimas dizendo que ela ficaria bem. De acordar uma ou duas vezes e ver duas bolsas de sangue e um frasco de soro ligados as suas veias.
Sete dias depois, acorda em um leito d CTI do hospital São Lucas, um pouco assustada, pois não sabia onde estava. Tentava falar mas a voz não saia por causa de um procedimento chamado traqueostomia, o qual foi realizado por causa de uma grave infecção nos pulmões chamada SARA – Síndrome do Aparelho Respiratório Adulto – e da Embolia pulmonar que adquirira nos dias em que esteve em “coma” no CTI.
No décimo dia, acostumados a comunicar-se com a paciente por gestos, os enfermeiros, optaram por trocar a alimentação da paciente, já que a mesma havia sugerido.
Ainda não era claro a situação em que se encontrava, perguntava-se como aquilo poderia ter acontecido com ela, mas sentia-se bem, pois estava viva e cheia de vontade de viver.
Os dias no hospital já estavam se tornando insuportáveis, queria voltar pra casa, ver sua mãe, seu irmão, seus amigos... chorava todos os dias implorando ao médico para ir embora. Acreditava que sairia de lá andando, o no mínimo em uma cadeira de rodas, mas que em breve estaria passeando pelas avenidas de sua cidade com sua singela moto. Mas não foi o que aconteceu. Saiu do hospital em uma maca, retornaria na ambulância, veiculo do qual agora sentia medo, mas era preciso, pelo menos estava indo pra casa.
Para minha surpresa, um enorme cartaz de boas vindas e alguns amigos a esperavam na frente da sua casa, o choro foi inevitável...
A partir desse dia, ela soube que a guerra seria longa, e que as batalhas do dia a dia seriam necessárias para que se tornasse forte o suficiente para enfrentar a vida e todos os obstáculos que ela agora impunha. Muitas dificuldades estavam por vir, mas ela manteria a cabeça erguida e em cada tropeço, levantava e seguia em frente, como faz até hoje. E teve a certeza de essa guerra já era sua.

Meu nome é Larissa, tenho 22 anos e essa é parte da minha história. Assim como eu, espero que você não desista de viver, a vida é bela, mesmo em uma cadeira de rodas. Todos temos obstáculos em nossas vidas, depende de você enfrentá-los ou se deixar vencer. MSN/E-MAIL: larissazarth@yahoo.com.br.

(Publicado também em http://serlesado.blogspot.com/2010/06/historia-de-larissa-zarth.html)